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Ousa, um lançamento

Por: Marcus Vinicius Leite

Ousa, é a avant-premiere de álbum que se tornou um projeto família: Sim, família! As histórias não contadas se tornam cada vez mais atrativas quando por fim, o grupo pariu num sábado chuvoso.

Qual história o álbum deixará daqui pra frente? Alguma genealogia importante a partir dele será gerada? Não se sabe. As canções que são filhas do samba crescerão ao som da cuíca e do repique? Para responder esses questionamentos, precisa-se primeiramente compara-lo a um livro, um romance.

Quais livros são mais interessantes de ler? Aqueles cujos personagens são morbidamente travados, congelados, covardes; Ou aqueles que se arriscam, dão saltos, pulam na escuridão, se arriscam no seu próprio salvamento ou de outrem? Sem dúvida os melhores livros e as melhores histórias estão nos personagens que deram saltos para o inesperado. Para o incerto. E construíram sua bela e viva história. Sim, com dores, com percalços, mais o fim da história é fantástico. E se tornou fantástico por conta de todas as intempéries.

No princípio, Ousa apareceu sem forma um pouco apático. Precisou dar algumas ações e retoques nas gravuras. Foi preciso ousadia, enfrentar as adversidades, as cinquenta pernas no chão e se reinventar a cada nova gig.

As muitas mãos, contaram uma história inédita. Mudaram os rumos das coisas. Arriscaram. Quem não se jogou, correu o risco de perder um lindo mergulho num universo particular cada vez mais belo. O medo impedia de ser. E impediu muita gente de conhecer a novidade bela que a vida trás. Isto, não se trata de irresponsabilidade, mas sim, é necessário que sejamos livres pra dar passos mais ousados.

Hoje, o Ousa é livre. Ou pelo menos está com os dois pés neste caminho. E esta estreia será escrita e descrita da seguinte forma: Talvez percalços vão me enobrecer e os acertos vão honrar. E a esperança, está nessa dinâmica.

Seja bem-vindo, Ousa!